Diabetes: 1,5 milhão enfrentam neuropatia

Segundo estimativas da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), existem 7,6 milhões de diabéticos no Brasil, quadro que deve aumentar em 67% nos próximos 20 anos. Destes, cerca de 1,5 milhão sofrem de dor neuropática, um problema comum nem sempre diagnosticado corretamente. Fato que, além de prejudicar a qualidade de vida dos portadores de diabetes, devido a sintomas crônicos, como sensação de agulhadas, ardor, queimação e formigamento nas extremidades do corpo, tórax e parte superior dos membros, também pode provocar disfunção erétil.

“O principal fator de aparecimento da dor neuropática é o descontrole da diabetes. Ela surge principalmente nos pacientes que não fazem a dieta recomendada e não controlam rigorosamente a glicemia”, explica o coordenador do Departamento de Dor da ABN, Dr. José Geraldo Speciali. Segundo o médico, o diagnóstico é realizado a partir das características da dor do paciente e de um exame chamado eletroneuromiografia.

Agravantes

As dores neuropáticas podem aparecer tanto em diabéticos jovens, quanto em pacientes mais velhos, estando presente em 20% dos casos. Fatores como idade, cigarro, hipertensão arterial, álcool e dislipidemia também contribuem para o aparecimento do problema, que não pode ser controlado com analgésicos comuns e anti-inflamatórios.

“Para esse tipo de dor utilizam-se antidepressivos, drogas antiepilépticas, estabilizadores de membranas neuronais ou, se a área afetada não for muito extensa, anestésicos locais aplicados na pele na região dolorida”, diz Speciali.

Outras doenças também podem apresentar quadro de dor neuropática, como a neuralgia pós-herpética, provocada por infecção pelo vírus Herpesvirus varicellae. Mais um exemplo é a dor ciática, caracterizada pelo incômodo ao longo da região posterior da perna, que surge devido à compressão de uma raiz nervosa por problemas da coluna lombar.

Fonte: Yahoo

Data de criação: 16/03/2011
Última atualização: 16/03/2011

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