Cientistas criam pâncreas artificial

15 de abril de 2010 |

Um estudo divulgado pela revista científica norte-americana Science aponta uma nova esperança para diabéticos. Testes com um aparelho que funciona como um pâncreas artificial mostraram resultados promissores para o controle da diabetes tipo 1, que se manifesta em aproximadamente 10% dos casos.

Apresentado nos Estados Unidos, o protótipo imita as funções do órgão. Com auxílio de um programa de computador, é capaz de medir o nível de açúcar no sangue em tempo real. Quando estiver pronto para ser vendido, em quatro anos, a expectativa é de que tenha o tamanho de um telefone celular e possa ser carregado na cintura.

A novidade representa um marco porque, até agora, os aparelhos portáteis só aplicavam a insulina, sem a capacidade de medir e controlar o nível de açúcar no sangue em tempo real.

O médico Aaron Kowalski, que sofre de diabetes, ajudou a desenvolver a pesquisa. Em entrevista ao Jornal Nacional, ele disse que será possível evitar problemas graves provocados pela doença, como amputações, cegueira e infartos – além de facilitar a vida dos pacientes. Como o computador faz todo o controle, mesmo quando a pessoa estiver dormindo será monitorada.

Mas a maior torcida é para que, com o avanço dos estudos, seja possível aperfeiçoar o aparelho, tornando-o capaz de ajudar também quem sofre com a diabetes tipo 2. Nesse caso, o benefício seria estendido para a maioria dos pacientes: quase 300 milhões de pessoas em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, a previsão é de que o aparelho custe o mesmo que as atuais bombas de insulina, vendidas a cerca de US$ 4 mil. A tendência é de que o Brasil siga a mesma linha.

Fonte: Zero Hora

Data de criação: 22/04/2010
Última atualização: 27/04/2010

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